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10 de agosto de 2013

Planejamento Escolar

         A prática social da educação é um todo, com partes que se articulam e se complementam. Quando as partes desse trabalho se distanciam, quando seus membros perdem a noção da totalidade e, muitas vezes, percebem sua “parte” como um “todo”, a escola tende a ver seu esforço se esvair na fragmentação. Tornam-se partes que fragmentam o conhecimento, todos os sujeitos envolvidos no trabalho escolar, perdendo assim, a dimensão do viver em sociedade.
       Ao considerarmos que a escola tenha como função social formar o cidadão em sua totalidade, construindo conhecimentos, atitudes e valores que tornem o estudante solidário, crítico, ético e participativo, é necessário que levemos em conta a realidade na qual este aluno está inserido.
       Com a perspectiva de que o ensino deva favorecer a construção progressiva, continuada e integrada das habilidades e conhecimentos faz-se necessário que o planejamento didático-pedagógico tenha respeito às diferenças dos estudantes e esteja adequado às reais condições da comunidade escolar.
       Planejar é um processo de reflexão, já que procuramos por dar respostas a um determinado problema e como afirma Padilha (2001) visa estabelecer " [...] fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro." Para o mesmo autor, o planejamento de Ensino é um processo de decisão sobre atuação concreta dos professores, no cotidiano de seu trabalho pedagógico, envolvendo as ações e situações, em constante interação entre todos os partícipes, educandos e educadores.
      Rodrigues (2000) afirma que para fazermos um planejamento é preciso trabalhar com referências sugerindo partir de três questões básicas: “O que queremos alcançar?”, ”A que distância estamos daquilo que queremos alcançar?” e “ o que faremos concretamente (em tal prazo) para diminuir esta distância?”.
     A autora cita Gandin(1985) que afirma: " Planejamento é elaborar – decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo  de ação educacional é necessária para isso; verificar a que distância se está deste tipo de  ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende [...] " (RODRIGUES apud Gandin, 2000).
      Portanto “planejamento é um processo constante através do qual a preparação, a realização e o acompanhamento se fundem, sendo indissociáveis”, onde buscamos aliar o “para quê” ao “como” através de criteriosa investigação, sugerindo um planejamento de currículo integrado como uma das alternativas que priorizará esta integração.
      A ação do planejar será realizada a partir de nossas concepções, de como vemos o “educar” e o “educando”, já que será a partir desta forma de compreender educação que direcionaremos nosso olhar.
      O planejamento integrado prioriza por uma ação pedagógica fundada no respeito ao saber e à cultura do aluno. Ao favorecer a criação de um ambiente no qual o educando sinta-se motivado a investigar, indagar e aprender, o educador terá como objetivo o questionamento, a experimentação e a criação de hipóteses por parte destes alunos.
       Em qualquer forma de um planejamento ser apresentado, existem elementos que são básicos, sendo eles:
Objetivos – “O QUÊ?” e “PARA QUÊ?” -
Justificativa – “POR QUÊ?”
Temática – Qual o assunto?
Estratégias – “COMO?” e “QUAIS RECURSOS?”
Avaliação – Quais os critérios que utilizaremos para avaliar o PROCESSO das aprendizagens objetivadas?
      Assim partindo destes elementos o educador estabelecerá uma organização de suas ações podendo revê-las, compará-las, avaliá-las e assim poder modificá-las se necessário e com isto promover o avanço e a expansão do desenvolvimento intelectual e sócio-emocional do educando, como um todo.
      Quando o ensinar e aprender forem compartilhados e vividos, por educadores e educandos, pensaremos em uma escola que realmente eduque, formando pessoas atuantes de forma crítica e criadora na sociedade em que vivem. Sujeitos que se percebam inseridos na comunidade como elementos capazes de reformular o meio, o tempo e a história.

Referências:
PADILHA, R. P. Planejamento dialógico: como construir o projeto político-pedagógico da escola. São Paulo: Cortez; Instituto Paulo Freire, 2001. p. 29-35.
RODRIGUES, Maria Bernandette Castro. Planejamento: em busca de caminhos. IN XAVIER, Maria Luiza M.; DALLA ZEN, Maria Isabel H (Orgs.) Planejmanto em destaque: análises menos convencionais. Porto Alegre: Mediação, 2000. p. 59-73 (Cadernos Educação Básica 5)

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